Copenhagen: Dias 3 e 4
No terceiro dia em Copenhagen acordamos mais tarde com medo do frio. Além disso, as pessoas saem de casa só depois das dez, principalmente no sábado. Antes disso o “clima” é de cidade fantasma.
Pegamos o trem urbano na estação central para a Osterbrogade, com destino a loja da Norman Copenhagen. No caminho passamos pelo rio Soterdams congelado! Um rio enorme, quase completamente congelado! Sobrou só um cantinho para os marrequinhos e cisnes nadarem.
Rostos inchados, mas não é de sono não, é do frio! Certas horas minha boca ficava anestesiada. Por isso o pessoal do norte é assim bonito, conservados no gelo…
Pasmem… o rio!
Sobrou só o cantinho pros marrequinhos
Simpáticos, não?
Ahhh, vou ficar com saudades!
Galeria na Norman Copenhagen
Logo em seguida voltamos para o centro de Copenhagen de ônibus e qual foi a nossa surpresa:
Isso já virou rotina. É fato, o Brasil tá em alta!
No centro existe uma destas grandes galerias, a Lafayette de Copenhagen, chamada Magasin du Norte. Fofinha e tal, mas pra quem tem Rinascente (desculpa ae, Dinamarca), desnecessária.
Embaixo da galeria tem a estação de metrô, e o mais legal, o metrô é 24 horas e não tem “motorista”. Ahhhh, as maravilhas dos países desenvolvidos!
Suuuper moderno!
Depois desta modernidade toda, seguimos para o Christianshavn, ao leste de Copenhagen. Lá existe uma comunidade “alternativa” chamada Christiania, que vive há 40 anos (data oficial 1971) de acordo com as próprias regras, é a chamada cidade livre. Começou no final dos anos 60, com um grupo de hippies (bicho-grilo) dispostos a criar um novo estilo de vida baseado em liberdade e blá blá blá, aquela história toda. Após diversas tentativas políticas de acabar com essa iniciativa, o ministro da defesa resolveu que a área estaria livre para o tal uso, com o objetivo de fazer um “experimento social”. Este “experimento” passou por diversas adversidades durante a história, envolvendoa polícia e causando diversos conflitos, dividindo opiniões. No entanto, a comunidade permanece lá, não com os fundadores originais, e o futuro daquela área é ainda indefinido.
No início, a Christiania resumia-se em um reduto de venda/consumo de hashish, com uma filosofia de pano de fundo. Atualmente as coisas mudaram, mas ainda funciona como desculpa pro hashish. Bom, a verdade é que a filosofia é muito bonita, mas utópica, obviamente. Na minha opinião ser “hippie-não-tou-nem-aí-pro-sistema” funciona lá, só lá. É como ser bicho-grilo com pais milionários, sabe? O páis é riquíssimo, a criminalidade baixa, a saúde um primor, o estado incentiva a natalidade. Ora pois, preocupar-se com o que? Se é possível viver de artesanato e fumar hashish sem nenhum estresse, e com a desculpa de ter uma filosofia. Not, eu não compro essa idéia de “cidade livre”, mesmo simpatizando muito com a paz e o astral do lugar. Se eu fosse dinamarquesa, ou no mínimo européia, talvez. Mas sendo brasileira, não! Lógico que os prós são muitos, a Christiania ajuda milhares de pessoas, incentiva a cultura, tem uma importância muita grande pro turismo e para a arte (respira-se arte de rua, uma delícia!), senão não continuaria lá. É como o outro lado da moeda, em um país de muitas regras e educação rígida, nem todo mundo está a fim de dançar conforme a música. Talvez seja até necessário. No folder diz que se estás estressado e ninguém no centro de Copenhagen vai parar pra te escutar, vem pra Christiania, sempre vai ter alguém pra beber um café contigo.
As únicas regras da Christiania são: sem drogas pesadas, distintivos e violência. A violação de alguma destas regras significa a expulsão do lugar. Ah, não pode tirar fotos também. Pena, não podemos mostrar para vocês. Só algumas dos arredores do lugar:
Opiniões a parte, o lugar é incrível e vale conhecer!
Christianshavns Kanal
Inderhavnen
Torvegade
congelado!
tem horas que só parando pra esquentar!
por toda parte!
As famosas bicicletas com compartimento frontal para crianças! Não é o máximo?
No quarto dia, antes de irmos embora, passeamos por Istdgade, que é o bairro “moderninho” de Copenhagen, com as lojinhas dos novos estilistas e designers.
Voltando pra Milão, no nosso quentinho de 2° C. Mas confesso que estava com saudades de casa, tenho andado “in love” por Milano ultimamente.
Tags: Copenhagen, Dinamarca, Férias



































