Biblioteca Venezia
Segunda-feira, Dezembro 28th, 2009Esse fim de ano nos reservou uma das descobertas mais legais desde que chegamos em Milano. E, por incrÃvel que pareça, estava o tempo todo a poucos metros de casa: a Biblioteca Venezia.
A Biblioteca Venezia é hospedada em um prédio no estilo Liberty (a Art Nouveau italiana) construÃdo em 1910 para abrigar o Cinema Dumont, que funcionou até 1932. Depois de servir para vários fins menos “nobres”, a palazzina foi reaberta em 2001 como biblioteca.
Esse simples parêntese histórico seria o suficiente pra gostar do local, mas o que é realmente impressionante é o serviço que presta.
São milhares de publicações: livros, CD’s, DVD’s, audiobooks e periódicos. Nada de preconceitos. Os livros vão da Divina Comédia a Twilight, os DVD’s contam a história de Leonardo da Vinci mas também sobra espaço pra blockbusters e comédias pastelão como “Todo mundo em Pânico” e as revistas semanais como a Time dividem as prateleiras com as de gossip.
Se encontra de tudo. Tudo mesmo. O acervo de DVD’s é digno de locadora e a biblioteca possui quase tudo que possa imaginar de literatura italiana ou estrangeira. Nunca vi em nenhuma livraria de Florianópolis, por exemplo, uma sessão de quadrinhos tão completa. Fora as sessões de moda, artuitetura, artes e design, que não poderiam faltar em uma biblioteca Milanesa.
Apesar de passar pela frente todo dia, só fui conhecer a biblioteca na véspera do Natal, no desespero final pra garantir a leitura da férias (as livrarias, mesmo gigantes e numerosas, estavam todas insuportavelmente lotadas). Não quis mais sair dali. Apenas mostrando meu passaporte fiz minha carteirinha na hora, o que me dá direito de levar pra casa até 10 “documentos” por vez (livros, cd’s, dvd’s e periódico). A biblioteca é ponto de encontro aqui na rua. As mesas de leitura estão sempre cheias e a cabine pra assistir DVD’s (sim) sempre ocupada.
Como bônus de Natal havia panettones servidos por todos os balcões e mesas.
Como essa, existem outras 23 bibliotecas municipais em Milano. Como se não fosse prazeroso o bastante passar horas folhando os livros nas prateleiras, dá pra consultar todo o acervo online.
O preço que se paga? Zero. Milanes ou não, italiano ou não, é livre. Não pedem nem comprovante de endereço.
É, que saudades do Brasil.





























































