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Copenhagen: Dias 3 e 4

Quarta-feira, Janeiro 13th, 2010

No terceiro dia em Copenhagen acordamos mais tarde com medo do frio. Além disso, as pessoas saem de casa só depois das dez, principalmente no sábado. Antes disso o “clima” é de cidade fantasma.

Pegamos o trem urbano na estação central para a Osterbrogade, com destino a loja da Norman Copenhagen. No caminho passamos pelo rio Soterdams congelado! Um rio enorme, quase completamente congelado! Sobrou só um cantinho para os marrequinhos e cisnes nadarem.

Rostos inchados, mas não é de sono não, é do frio! Certas horas minha boca ficava anestesiada. Por isso o pessoal do norte é assim bonito, conservados no gelo…

Pasmem… o rio!

Sobrou só o cantinho pros marrequinhos

Simpáticos, não?

Ahhh, vou ficar com saudades!

Galeria na Norman Copenhagen

Logo em seguida voltamos para o centro de Copenhagen de ônibus e qual foi a nossa surpresa:

Isso já virou rotina. É fato, o Brasil tá em alta!

No centro existe uma destas grandes galerias, a Lafayette de Copenhagen, chamada Magasin du Norte. Fofinha e tal, mas pra quem tem Rinascente (desculpa ae, Dinamarca), desnecessária.

Embaixo da galeria tem a estação de metrô, e o mais legal, o metrô é 24 horas e não tem “motorista”. Ahhhh, as maravilhas dos países desenvolvidos!

Suuuper moderno!

Depois desta modernidade toda, seguimos para o Christianshavn, ao leste de Copenhagen. Lá existe uma comunidade “alternativa” chamada Christiania, que vive há 40 anos (data oficial 1971) de acordo com as próprias regras, é a chamada cidade livre. Começou no final dos anos 60, com um grupo de hippies (bicho-grilo) dispostos a criar um novo estilo de vida baseado em liberdade e blá blá blá, aquela história toda. Após diversas tentativas políticas de acabar com essa iniciativa, o ministro da defesa resolveu que a área estaria livre para o tal uso, com o objetivo de fazer um “experimento social”. Este “experimento” passou por diversas adversidades durante a história, envolvendoa polícia e causando diversos conflitos, dividindo opiniões. No entanto, a comunidade permanece lá, não com os fundadores originais, e o futuro daquela área é ainda indefinido.

No início, a Christiania resumia-se em um reduto de venda/consumo de hashish, com uma filosofia de pano de fundo. Atualmente as coisas mudaram, mas ainda funciona como desculpa pro hashish. Bom, a verdade é que a filosofia é muito bonita, mas utópica, obviamente.  Na minha opinião ser “hippie-não-tou-nem-aí-pro-sistema” funciona lá, só lá. É como ser bicho-grilo com pais milionários, sabe? O páis é riquíssimo, a criminalidade baixa, a saúde um primor, o estado incentiva a natalidade. Ora pois, preocupar-se com o que? Se é possível viver de artesanato e fumar hashish sem nenhum estresse, e com a desculpa de ter uma filosofia. Not, eu não compro essa idéia de “cidade livre”, mesmo simpatizando muito com a paz e o astral do lugar. Se eu fosse dinamarquesa, ou no mínimo européia, talvez. Mas sendo brasileira, não! Lógico que os prós são muitos, a Christiania ajuda milhares de pessoas, incentiva a cultura, tem uma importância muita grande pro turismo e para a arte (respira-se arte de rua, uma delícia!), senão não continuaria lá. É como o outro lado da moeda, em um país de muitas regras e educação rígida, nem todo mundo está a fim de dançar conforme a música. Talvez seja até necessário. No folder diz que se estás estressado e ninguém no centro de Copenhagen vai parar pra te escutar, vem pra Christiania, sempre vai ter alguém pra beber um café contigo.

As únicas regras da Christiania são: sem drogas pesadas, distintivos e violência. A violação de alguma destas regras significa a expulsão do lugar. Ah, não pode tirar fotos também. Pena, não podemos mostrar para vocês. Só algumas dos arredores do lugar:

Opiniões a parte, o lugar é incrível e vale conhecer!

Christianshavns Kanal

Inderhavnen

Torvegade

congelado!

tem horas que só parando pra esquentar!

por toda parte!

As famosas bicicletas com compartimento frontal para crianças! Não é o máximo?

No quarto dia, antes de irmos embora, passeamos por Istdgade, que é o bairro “moderninho” de Copenhagen, com as lojinhas dos novos estilistas e designers.

Voltando pra Milão, no nosso quentinho de 2° C. Mas confesso que estava com saudades de casa, tenho andado “in love” por Milano ultimamente.

Copenhagen: Dia 2

Segunda-feira, Janeiro 11th, 2010

A noite fizemos a programação para o segundo dia em Copenhagen. Decidimos acordar cedo, enfrentar o frio e visitar alguns parques, monumentos e construções que não dependiam do horário comercial. Saímos do hotel as 9:00 da manhã e começamos a jornada. A primeira parada foi no Orstedsparken, que ao invés de ser um belíssimo e romântico jardim (como dizia na descrição), nada mais era do que gelo, gelo e mais gelo! Deste ponto em diante decidimos que parques não fariam parte do nosso roteiro. Afinal, seriam todos iguais!

Deixando os parques para a primavera!

Seguimos o passeio pela Norregade em direção a Universidade de Copenhagen e a Vor Frue Kirke, passando pelo famosos Grabrodretorv e suas construções coloridas, acidentalmente chegamos em Kultorvet.

Norregade, Universitet

As 9:30 h da manhã, -8° C e muito vento!

Von frue Kirke

Os cafés simpáticos pelo caminho!

Kultorvet (detalhe que isso foi por volta das 9:30 da manhã, o dia nasce quase ao meio dia e o sol começa a se por as 15:00 h)

Grabrodretorv (dizem que no verão é um agito… bom… pois!), a praça dos franciscanos

Gammeltorv/Nytorv

Parada pra aquecer as pernas! não precisava o dedo na frante da foto, mas ok!

Hojbro Plads/ Nikolaj Kirke

Ao final da Ostergade Stroger (maior rua de comércio exclusivamente para pedestres da europa!), Kongens Nytorv

Nyhavn, canal feito em 1671 por arquitetos holandeses para facilitar o transporte de mercadorias

Seguindo a guarda real!

Estávamos dentro de uma loja quando vi a guarda real passando, claaaaro que fui atrás, já que estavam indo em direção ao castelo. Pelo horário, deveria ser a guarda que trocaria de posto no palácio real, era perto das 12h. O Ricardo: Franci, não acredito que estamos seguindo essa fanfarra (eles seguem tocando a musiquinha)! Mas deu tudo certo, vimos a troca da guarda no Amalienborg Plads e dali improvisamos um novo roteiro, visitamos Kastellet e a famosa sereia.

Amalienborg Plads

Gelfion Springvandet (detalhe a água congelada!)

Aqui da pra ver bem a água congelada!

Skt. Albans Kirke

Kastellet, o famoso forte em forma de estrala de 5 pontas. Em volta um riozinho congelado, pra variar…

Langelinie

Langelinie (nessa hora eu sentia o vento, a umidade e os tais -8° C, deu uma pontinha de vontade de desistir da tal sereia…)

Após muitos perigos e inúmeras dificuldades chegamos na tal sereia (da lenda de Andersen), nascida em 1913 e símbolo do país, Den Lille Havfrue.

Copenhagen: Dia 1

Domingo, Janeiro 10th, 2010

Nos últimos 4 dias estivemos em Copenhagen. Cidade linda e gelada na Dinamarca, norte europeu.

Por que escolhemos uma cidade tão ao norte no alto do inverno? Não sabemos! Não tínhamos pensado a respeito quando decidimos o destino das mini-férias de fim de ano. Mesmo com o frio, a neve, a úmidade e o vento, a nossa viagem foi espetacular!

Chegamos no final do dia 07/01 (lê-se 16:00h, porque as 15:30h já escurece!), -6° C, neve leve e susto: Faz frio em Copenhagen em janeiro! Nos hospedamos em um hotel bem central, pertinho do parque de diversões Tivoli, então foi fácil deixar as bagagen e dar uma voltinha no centro da cidade. O legal de Copenhagen é que eles levam a sério o lance da redução de automóveis transitando nas ruas. A principal rua de comércio é somente para pedestres e a cidade é lotada de bicicletas! Na comida percebemos diferença também, os fast foods e as grandes porções são bem presente, mas é visível o destaque dado aos “orgânicos”, leves, com pouca gordura, natural, etc… Parece que na Dinamarca o índice de obesidade em mulhers é o menor da europa, ou seja, bicicleta+dieta saudável = manutenção de peso. #ficaadica

Chegando em Copenhagen: Cadê a cidade??

Do aeroporto em direção ao hotel

Lojinhas da Frederiksberggade

Já no primeiro dia comemos nosso gofre de sempre!

Radhuspladsen

frio!

H. C. Andersen Boulevard

H. C. Andersen Boulevard

Tivoli

Da janela do hotel a neve caindo e o frio de assustar!

O quentinho do aquecimento, cevejinha e o aconchego do nosso quarto de hotel!