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festa na SPD!

Domingo, Dezembro 13th, 2009

os brasileiros

a portuguesa e a brasileira

a galera

sponsored by apple! ahahaha!

a italiana fazendo a garçonete

quando portugueses se encontram ficam horas falando da terrinha! “ai, que saudades da terrinha!” (:

a alemã em “traje típico”

modernidades!

luso-brasileiros

anglo-italo-brasileiro! (:

detalhe o Marco doente-retardado-figura!

Projetos Finais SPD

Quarta-feira, Julho 15th, 2009

Cacete, parece que foi ontem que chegamos aqui em Milano meio perdidos, sem sabermos direito o que ia acontecer…Hoje não é exagero dizer que é nossa cidade preferida e talvez o primeiro lugar que podemos chamar realmente de casa (depois das casa das nossas famílias, claro!). Parece que antes de chegar a gente viva preso, ainda que se em liberdade condicional.

Mas não viemos passear, muito pelo contrário. Chegamos com um objetivo bem claro, aproveitar ao máximo os nossos cursos. Eu confesso que espareva aprender bastante, mas não tanto como aprendi. Esse ano de aprendizado valeu por dez. E o resultado da primeira etapa ta aí. Amanhã são as apresentações finais, de Produtos e Interiores, e esses são meus trabalhos do primeiro ano:

É claro que não são geniais, e é bom deixar claro que são os primeiros projetos completos que fiz na vida, tanto de produto quanto de interior. Além disso, o primeiro ano é preparatório, o trabalho mesmo vem no quando começar o master em outubro. De qualquer forma estou muitíssimo satisfeito. Depois digo quais foram as notas.

Valutazioni

Quarta-feira, Abril 1st, 2009

Saíram minhas notas do primeiro semestre:

Computer Design: 28/30
Desenho Geométrico: 27/30
Flash: 28/30
Projetação de Produtos I: 27/30
Projetação de Interiores I: 27/30
Ciência da Visão: 29/30
Sketching 25/30
História do Design: 30/30
Tecnologia de Materiais: 26/30

Beleza, hein? O novo semestre tem projetos bem legais, vai ser ainda mais divertido que o primeiro. Os projetos finais são o projeto de interior pra uma sorveteria conceito e um produto pra crianças.

Aliás, aí vão algumas imagens das coisas que eu fiz pros projetos base do primeiro semestre. Um é a “reforma” do próprio banheiro, e a outra é o Geek2Freak, livraria/bar pra quem mora com pouco espaço. Pra ver maior é só clicar nas imagens!

Onde eu fui me meter…

Quinta-feira, Março 12th, 2009

Juicy Salif, de Philippe Starck

Há 3 anos eu me formava administrador de Marketing. Design era uma coisa que eu imaginava divertida, mas um pouco longe da minha realidade. Por vias tortas, minha monografia sobre Merchandising (Marketing no Ponto-de-Venda) me despertou a curiosidade por arquitetura. Por vias ainda mais tortas, comecei a trabalhar com direção de arte. Pra mim, desenhar pro mercado, sem objetivo artístico, era um meio-termo entre o marketing e minha outra paixão, a música. Era uma forma de criar com objetividade, criar pra resolver problemas e não pra deleite estético. Mas ainda assim, criar.

Design industrial eu pensava que fosse uma coisa chatíssima, coisa de engenheiro que projeta máquina de lavar. Design de interior eu não considerava menos chata, tipo decoração, tipo trocar vaso e poltronas de lugar.
Agora, eccomi qua, em Milano, capital mundial do design, estudando como nunca, produtos e interiores. Estudando design.

Vivendo Design.

O design faz parte do cotidiano italiano, da cultura popular, do dicionário. No Brasil isso está anos luz de acontecer. Um exemplo básico: em uma livraria do centro de Milano (Hoepli) existem 19.469 livros de design. Não estou considerando que em um raio de 500 metros existem a Feltrinelli, a Mondadori, e a Fnac, outras livrarias imensas. Também não estou considerando as dezenas de livrarias especializadas SÓ em Design. Estou considerando apenas os 19.469 da Hoepli que, contando todas as outras áreas, possui mais de 500.000 livros. Repito: em apenas um ponto te venda. Fazendo uma pesquisa básica no Submarino, o termo “Design” me retornou 978 títulos. A Saraiva retornou 963 títulos importados. Sim, dos 1023 livros sobre design da Saraiva, apenas 160 títulos são nacionais. E estão sob a categoria “Artes”.  Hã??? Quer dizer então que Starck e Picasso, Portinari e os Campana, estão na mesma categoria? Rewind: Design no Brasil não existe como conceito. Ou, muito pior, se existe está com uma distorção assombrosa.

Le Corbusier disse que design é a inteligência tornada visível. Ponto pra ele, mas talvez não seja o conceito mais adequado no que diz respeito a “educação”. Nesse caso fico com Gillo Dorfles que disse que “Design é o projeto da forma funcional produzida industrialmente e em série, com um componente estético que não pode faltar nunca”.  Design é “Projeto”, como adora definir a academia? Sim, claro, projeto é a palavra chave, principalmente por ser aplicável ao visual e ao interior, mas anda lado a lado com produção, venda e consumo, o que o joga novamente pra industria. Claro que essa é uma simplificação, uma convenção, e cada Designer, cada teórico, tem alguma peculiaridade adicionável. O problema, no caso do Brasil, é que a cultura de Design (ou melhor, a falta dela) não nos permite confrontar as idéias, os pensamentos, as teorias, simplesmente porque não os temos em um número decente. Resumindo, não é que falte um livro que defina o design, faltam milhares de livros pra confrontar ou reiterar a definição! Ou o jeito certo é formar milhares de designers com apenas “Gestalt do objeto” e (deus nos livre) “Design pra quem não é designer”? Se a dificuldade for a escassez editorial (3 livros de design comprados na Amazon saem pelo mesmo preço de um dos três comprados no Brasil, incluindo o frete), que ao menos a academia instigue os futuros profissionais, que plante uma curiosidade, e que esses busquem informação, se unam, tragam mostras, criem museus, CRIEM PRODUTOS. A indúsria não falta. Matéria-prima, seguramente, não é problema. Não creio que falte talento, inclusive pela quantidade. Não estou comparando com Milano, onde mais de 8.000 pessoas estudam Design (!), mas o Brasil certamente tem bons cursos e muita capacidade intelectual. Que a academia, principalmente pública, dê um tempo pro papo furado teórico-ideológico e traga o mercado e a produção pro dia-a-dia, pra perto dos estudantes, como em qualquer boa escola do mundo.

Fim do túnel? A Exame da semana passada nos encheu a bola, trazendo uma matéria que mostra como o Design nas grandes empresas está migrando da parte meramente formal, de cobrir engrenagens, para os cargos nos andares de cima, nos escritórios da diretoria. Há anos a Business Week já publica lista das melhores escolas de Design do mundo, tamanho o alvoroço executivo em busca de treinamento “criativo”. Cargos como CDO (Chief Design Officer) já não são novos. Embora o delay da Exame seja inacreditável (em  2004 a HSM Management trazia matéria de capa sobre isso), o artigo intitulado “Todo poder ao Design”, pode nos trazer um pouco de luz, principalmente se despertar a curiosidade das empresas sobre o assunto.

Por hora, danem-se o substantivo, a etimologia, as variações. Antes disso tudo é importante entender que Design é uma disciplina, uma profissão, um mercado. Arte? Muito bem vinda. Nossa querida Itália soube (sabe) como ninguém incorporar sua arte com seu Design. Mas o bom Design não seve só pra ser admirado (a não ser por outros designers) e sim pra ser útil, resolver um problema, uma necessidade. Ainda que no momento, pelo que parece, o problema seja produzir o próprio Designer.

Ainda em Brera…

Sábado, Novembro 15th, 2008

Sim, Brera é o bairro mais cool de Milano. A tarde se compra, a noite de bebe. Todo dia. E pra complementar o programa diurno da Franci, retomamos a linha verde para um happy hour no Fashion Cafe (Piazza San Marco, 2), badalado reduto local, desta vez com amigos da minha turma de design.

Brera a noite é tipo um misto de Batel e centrinho da Lagoa. Como happy hour aqui é gual café da manhã ou almoço, todos os bares ficam lotados. É agradabilíssimo e gostoso de se ver. Até porque entre os bares estão muitos dos principais escritórios e lojas de design, arquitetura, assessórios pra casa, enfim: um lugar etílico e inspirador.
O Fashion Cafe é ótimo em todos os sentidos. Intmida um pouco no começo, porque é cheio de gente chique, decoração clean de um bom gosto enorme e quase todas as mesas são pré-reservadas. No entanto, uma vez lá dentro, tudo é muito justo. Happy hour de 8 euros com uma bebida e mesa de aperitivos (Tavola Freda e Tavola Calda), chopp e vinho com preços padrão (5 euros um chopp ale inglês boníssino). Esse é o sistema de 90% dos bares aqui em Milano: 6 a 10 euros dão direito a uma bebida e aos aperitivos, geralmente entre 18 e 21:30. Os drinks são um caso a parte, porque pra eles não existe menu. Como em vários pubs e bares de Milano, se alguém pede o cardápio de drinks eles respondem: “não há cardápio pra isso, peça o que quiser e a gente faz”. Os drinks no Fashion Cafe saem por mais ou menos 9 euros. Perto da meia noite a luz baixa e os Dj´s fazem a festa.

Tudo muito divertido, tanto pelo local quanto pelo inglês macarrônico (nâo pude evitar) da turma globalizada.

Marco (o unico “local”), eu e Franci, Lana (New York), Min Li (Singapura) e Thanos (Atenas).